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Tudo
sou
porque
nada tenho.
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à
tua espera!
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Sou poema por acabar
que
começa agora…
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se não fosse poema, seria vida.
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ó Vida!
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Cada poema é uma vida
cada vida é um poema…
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Sou
um ponto.
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Talvez
não passe
de
uma vírgula usada.
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assim
sou eu:
ora
uma vírgula, ora um disco riscado.
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minha
concordância é com nada.
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Ser um ponto no nada e no tudo.
Apenas ser…
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não
ser,
não
existe questão.
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é que sei
que
nada sei
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que
tudo quero.
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são
as mães e os frutos dos pontos da vida
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que me enformam o pé
deformam-me
o caminho,
o
tão – só o meu caminhar…
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Muro, muro que és tão duro
sai
da frente que quero caminhar!
Se
não saíres terei que te quebrar.
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Mas afinal o que sou eu?
…um pássaro sem asas perdido no mundo.
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ORIGINAL:
O que sou?
Livro
em branco
Poema
por acabar
Agora
começa por acabar
mas
sei lá o que és,
ó Vida!
Poema
– vida
eu
sou um verso desajeitado
Um
ponto no nada.
Ou
um ponto de tudo?
Usada,
reciclada, entre o sujeito e o predicado,
Vivo
entre aspas
Um
concordar porque sim.
Ser.
A
única questão
e
que sei
Há
poemas em cada esquina
Estes
sapatos ortopédicos
mas que
raio é este muro
se
não saíres tenho que te quebrar.
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ORIGINAL:
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Tudo
sou
porque
nada tenho.
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à
tua espera!
|
que
começa agora…
|
não
fosse poema, seria vida
|
ó Vida!
|
vida
– poema
|
o
ritmo
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não o tenho. Sou um ponto.
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Talvez
não passe
de
uma vírgula usada.
|
assim
sou eu: ora uma vírgula, ora um disco riscado.
|
minha
concordância é com nada.
|
Ser
um ponto de nada e de tudo.
Ser.
|
Não
ser.
Não
existe questão.
|
é que
sei
que
nada sei
|
que
tudo quero.
Amanhã
há laranjas.
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são
as mães e os frutos dos pontos da vida
|
Que me enformam o pé.
Deformam-me
o caminho,
o
tão – só o meu caminhar
|
muro, muro és tão duro
sai
da frente que quero caminhar
|
Mas o que sou eu?
…um pássaro sem asas perdido no mundo.
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